quinta-feira, setembro 07, 2006

quarta-feira, setembro 06, 2006

QUASE, QUASE


A estar tudo operacional

Talvez amanhã

A solução?

Pois, é melhor nem perguntarem

Criei outro blog no blogger

O endereço será o mesmo deste

Este irá mudar a partir do momento em que o outro funcionar...

terça-feira, setembro 05, 2006

BLOG PARADO

Peço desculpa a todos os leitores, principalmente aqueles que estão à espera do desenrolar da "história da minha vida" mas eu não me consigo concentrar para escrever enquanto não conseguir resolver esta confusão do blog beta e de eu não conseguir comentar outros blogs do blogger porque não consigo registar-me.
Mas quem me mandou a mim mudar aquilo que estava a funcionar tão bem???

segunda-feira, setembro 04, 2006

A VIAGEM

Depois de tanto tempo em viagem sabe bem por os pés em terra firme.
Este foi o meu primeiro pensamento ao sair do avião.
Esta foi a minha primeira viagem de avião
O meu baptismo de voo!!!
E não podia ter começado de outra forma, tudo novo!
E tudo em grande, a começar pela duração da viagem!
Pois é, filhotes, aqui a mamã não começou a viajar de avião com dois meses de idade...
Nem viajava todos os anos e as viagens de avião não eram tão banais nem tão acessíveis.

Viajei na British Air e lembro-me que estava nervosa.
Não sei porque escolhi esta companhia, acho que foi indicação do papá.
Lembro-me da cara da funcionária a perguntar-me para quando queria a viagem e de ficar atónita quando lhe disse: ”Para daqui a 3 dias” e de quase cair da cadeira quando lhe disse: “E é só de ida” e a pergunta: “Tem a certeza?”
E eu “tinha a certeza?” Não, acho que nunca a tive, mas precisava de vir.

Falei com o papá ao telefone na véspera
Pela milésima vez, voltou a explicar-me o que tinha de fazer
Para mudar de terminal em Londres.
Também ele estava nervoso, incrédulo...
Lembro-me de fazer e refazer as malas.
Como fazer caber em 20 kgs roupas e coisas necessárias
Para iniciar uma nova vida
Num sítio tão diferente
Onde não sabemos o que vamos encontrar?
Lembro-me de não dormir com a excitação da aventura
Com o medo do que ia (ou não) encontrar.
Tinha tantas dúvidas, tanto medo...
Não queria deixar a minha avó sozinha... e não a podia trazer
E tinha de decidir a minha vida...

Lembro-me de chegar muito cedo ao aeroporto de Lisboa
De andar por lá a tentar perceber onde (e como) se fazia o check-in
Naquela altura ninguém podia ir connosco até ao check-in como agora.
Lembro-me de entrar no avião e olhar para tudo
E tentar perceber como é que “isto” se aguenta no ar???
Lembro-me que a minha mala de mão era muito pesada
Do meu dilema de como a colocar no compartimento por cima do meu lugar
Do sorriso simpático de um funcionário a perguntar-me se precisava de ajuda.

Recordo a imagem de Lisboa vista do ar
De me despedir a pensar quando regressaria.
E se regressaria de vez ou de férias...

De andar perdida às voltas em Heathrow (aeroporto de Londres)
A tentar perceber onde ia apanhar o autocarro para mudar de terminal
Recordo a antipatia britânica, o “gelo”
O episódio do jornal Diário de Notícias
Que estava na minha mão quando pus os braços no ar para a polícia me revistar
Porque o meu cinto e as minhas botas tinham metal
E aquilo apitou imenso
Do polícia que apareceu a correr e me arrancou literalmente, o jornal das mãos.
A minha cara de espanto e susto.
O jornal todo amassado...

A espera de quase 6 horas no aeroporto
Já a entrar em desespero...
O cansaço e, finalmente, voltar a entrar no avião
Desta vez para a parte longa da viagem!

A novidade da comida do avião
Que ainda hoje não gosto.
A volta ao estômago provocada pelo cheiro a omeleta já quase à chegada
Depois de 12 horas e tal fechada naquele avião.
As casas de banho do avião...
E a sensação de estar com uma grande ressaca ao sair do avião
Depois de tantas horas sem ter comido nada de jeito e sem ter dormido...
A frase “Terra firme” nunca tinha feito tanto sentido!

PS: Mudei o blog para beta e agora não consigo comentar os blogs que não são beta :( por isso desculpem a ausência :(
PS2: Descobri que quem me visita também não me consegue comentar. O pior é que não consigo voltar ao antigo ;( Alguém me ajuda??? Please???
PS3: Podem comentar se escolherem o other...

sexta-feira, setembro 01, 2006

A PONTA DO VÉU III

Estudávamos muitas vezes todos na sala
Rapazes e raparigas da residência
Ajudávamo-nos mutuamente
Uns eram melhor numas matérias que outros
E explicavam a quem não percebia
Os dos anos superiores
Explicavam aos dos anos inferiores
E eu comecei a estudar com eles
Não era uma pessoa
Era quem estivesse disponível
Mas de repente essa pessoa
Era sempre o mesmo rapaz
Sempre preocupado
Sempre pronto a ajudar
Sempre presente
Quando eu precisava.
Conversávamos muito
Sobre nada, sobre tudo
Sobre mim, sobre ele
Sobre as nossas famílias
Algumas situações semelhantes
Alguns sentimentos comuns
Às vezes eramos os últimos a sair da sala
Porque era depois de todos saírem
Que nós falávamos
O companheiro de quarto dele
O rapaz do Norte
Proporcionava-nos momentos a sós
Levava o pessoal da sala
Arranjava desculpas
Fazer um intervalo
Fazer pipocas
Um lanchinho à meia-noite
Ver um pouco de televisão
E nós íamos conversando
As notas melhoraram
E a minha disposição também
Um dia ficámos até muito tarde
Talvez 3 da manhã
Eu ia ter teste
Estava com muitas dúvidas
E nervosa
À despedida
Um beijo roubado à porta
Que me deixou a pensar
Não queria ir por aquele caminho
Fiquei assustada
Não fazia parte dos meus planos
Só estudar fazia...
Afastei-me um pouco
Não disse nada a ninguém
E tentei isolar-me novamente
Mas ele não deixou
Procurava-me, insistiu
Falámos, nunca fui tão clara no que pretendia
Namorar não era importante
Eu queria estudar
Era esse o meu objectivo
Continuávamos amigos
Se gostava dele?
Não o sabia, estava baralhada
Decidi dar tempo ao tempo
Deixar andar
Ele sempre presente
Eu a tentar afastar-me
E cada vez a precisar mais da sua companhia
Dos seus mimos, do seu carinho
Não disse nada a ninguém
O rapaz do Norte, seu colega de quarto
E a minha colega de quarto no último ano
Eram os maiores incentivadores da nossa relação
Que aos poucos foi crescendo e solidificando
Passou por altos e baixos
Como todas as relações
Esteve prestes a acabar
Quando a distância nos separou.
Ele acabou o curso
E voltou para Macau
Eu fiquei
Faltava-me um ano
E Macau não estava nos meus planos...
Foi em Outubro de 1993.
A despedida no aeroporto
Doeu mais do que tinha pensado
Não chorei, não costumo chorar
Ensinaram-me a aguentar
A ser forte
À noite no banho chorei muito
Emagreci, andava triste
A minha família
Completamente contra eu namorar
Não sabia da sua existência
Não percebia porque estava triste
Um ano sem o ver
Um ano a escrever cartas
A telefonar uma vez por semana
As chamadas eram muito caras
O tempo ao telefone pouco
A saudade muita
Não havia internet
Estudava muito
Para acabar depressa
Boas notas
O último exame foi em Setembro
Um dia antes dele chegar
O reencontro no aeroporto
Senti-me tão feliz
Completa!
Fomos de férias duas semanas
De carro pela Europa
Sem destino
Espanha, França, Suiça
Para a minha família
Fui com uma amiga
O regresso doeu
Pensar que ele ia partir doía
Voltei a andar triste
Eu escolhi ficar
Até quando?
Não sabia!
Mais uma despedida
Mais um “até para o ano”
Mais cartas
Mais telefonemas
Mais saudades...
Eu acabei o curso
Em Novembro de 1994
O Algarve foi o meu destino
Estágio numa empresa em Faro
Morei em Faro, depois Quarteira
A saudade sempre presente
Janeiro de 1995: fim de estágio
Oferta de emprego
As condições não eram as melhores
Eu não estava feliz
A família continuava sem saber
E não percebia porque não estava feliz
A meio de Fevereiro
Relatório do estágio entregue
Senti-me perdida
Falei com Ele ao telefone
Mais tempo que nos outros dias
E ele a pagar...
Decidi partir
Daí a 3 dias
Destino: Macau!

PS1: Agora já sabem como vim cá parar. Acabou o suspense. Mas para a semana há mais.
PS2: O outro José é uma doce lembrança que nunca mais vi, fomos muito amigos, mesmo muito especiais até ao fim do curso e ele tinha uma namorada diferente todas as semanas ;)

THANKS!



Tantos mimos
Tantas palavras me deixaram
Que me deixaram sem palavras
Não imaginei tantas visitas
Tantos comentários
Impossível retribuir uma por uma
Agradeço o mimo
E deixo um beijo especial
Para cada uma de vós
E um grande abraço
Este mundo virtual
Que já tem alguma parte real
Onde as pessoas não têm rosto
Mas onde os sentimentos existem
E são reais
E preocupo-me com vocês
Com os vossos filhos
Que os tratamentos dêem resultado
Que as vossas estrelinhas brilhem
Dou comigo a pensar
Nesta ou naquela
Porque já fazem parte da minha vida
E do longe se faz perto
E estão à distância de um teclado
Obrigada!

CINEMA



Ontem o Daniel foi ao cinema pela primeira vez
Local: Torre de Macau
Filme: The Ant Bully
Companhia: A filha da madrinha

Gostou do filme, era “giro, mas a música era muito alta e eu não gosto”
Saiu a meio para ir à casa de banho e voltou a entrar
Perguntei se quer ir outra vez, outro dia
Quer, mas “a música também vai estar muito alta?”
Resumindo: a repetir

Obrigada madrinha e filha pelo dia bem passado do meu boneco.

quarta-feira, agosto 30, 2006

A PONTA DO VÉU II

Saía de manhã da residência
Almoçava e jantava na cantina
Não queria cozinhar na residência
Só lá ia dormir
Continuava a sentir-me estranha
À sexta-feira à noite
Rumava para casa
Onde a minha avó me esperava
Foi um período difícil
Também para ela
E eu tão preocupada comigo
Com a minha nova vida
Nem dei por isso
Que ingrata me sinto hoje
De sexta-feira até domingo
Ficava em casa
O máximo que podia
A minha avó lavava-me a roupa
À mão que não tínhamos máquina
E na residência também não havia
Foi comprada cerca de um ano depois de eu lá estar
Eu ajudava a minha avó
Embora muitas vezes tivesse de estudar
Não saía muito
Não ia a bares e discotecas
Não bebia
Era “uma chata”
Sempre em casa
Comecei a ir ao cinema
À segunda-feira à noite
Quando o bilhete era mais barato
Porque eu vivia da bolsa
Com as amigas da residência
Recordo uma segunda-feira
Em que elas não queriam ir
E eu queria tanto
Já nem me lembro qual era o filme
Mas queria ir
Os “rapazes” do andar de baixo iam
E foram convidar-nos
E eu disse que não ia por elas não irem
Fui tão gozada
Chamada de parola
Senti-me tão envergonhada
O tal rapaz do Norte
Disse-me para ir
Que não fazia mal
Eramos todos amigos
E já nos conhecíamos há algum tempo
E eu fui, afinal era perto
O Mundial (cinema) era “logo ali”
Alguém me segurou a mão durante o filme
E eu retirei-a logo furiosa
E ofereceram-me pipocas
Que eu detesto e recusei
O filme acabou e voltei para a residência
Na universidade as coisas não corriam bem
Habituada a ser “a melhor”
Tinha dificuldades com esta aprendizagem
Faltavam-me algumas bases
Reminiscências de uma preparação insuficiente
Devido a um mau professor de matemática do 12 º ano
Professor que faltou muitas vezes
E não finalizou a matéria
Eu era do ano da PGA (Prova Global de Acesso)
E não tinha exames de aferição (agora exames nacionais)
Comecei a ficar triste
Com pouca capacidade de concentração
Mas a passar horas à noite na sala
A estudar, ou a tentar


PS1: Já me ri com as vossas suspeitas, estão enganadas! A cidade era Lisboa, já mencionei que a residência era em Picoas...
PS2: E, porque amanhã é um dia especial, o resto da história continua depois de amanhã

terça-feira, agosto 29, 2006

A PONTA DO VÉU I

Em Janeiro de 1990
Depois de muitos meses de greves de professores
Entrei na Universidade
Fui para a “cidade grande”
A menina do campo ia para a cidade
Já lá tinha ido “meia-dúzia” de vezes
Sempre para tratar de algo
Ou em passeios da escola
No início senti-me deslocada
Sentia falta da calma que tinha
E ao mesmo tempo gostava desta nova liberdade
Durante um mês
Ia e vinha todos os dias
Depois comecei a achar que perdia muito tempo
E ficava cansada
Sem paciência e energia para estudar
Concorri a uma bolsa de estudo
E para a residência universitária
Não foi fácil, mas tive alojamento
Picoas, Rua Gonçalves Crespo
A rua dos “travestis”
Um 3º andar antigo
Só com escadas e sem elevador
Um apartamento com 16 raparigas
Um quarto com dois beliches
4 raparigas num quarto
1 portuguesa e 2 espanholas
As minhas primeiras companheiras de quarto
No andar de baixo tudo idêntico
Para rapazes
No primeiro dia que lá fiquei
Como era da tradição
Fui praxada
Rapazes e raparigas
A praxe era “amigável”
Acho que cantei qualquer coisa
Em cima da mesa da sala
E eles gravaram
E fizeram-me muitas perguntas
Sobre mim
De onde era, o que estudava
Se tinha namorado
Lembro-me da “mãe” da residência
Uma colega do meu instituto
Assim tratada por ser a mais velha
E por ajudar a todas
E ser muito carinhosa
Lembro-me daquela que viria a ser
A minha melhor amiga
E companheira de quarto
No meu último ano
Lembro-me de um rapaz bem constituído
Alto e com uma voz forte
Voz do Norte
Lembro-me do seu colega de quarto
Um rapaz chinês
Lembro-me que estavam mais pessoas
Mas já não me lembro quais
Lembro-me de me sentir intimidada
E não gostar de tanta gente à minha volta
Nos primeiros tempos de residência
Passava lá pouco tempo
A turma do primeiro ano era muito unida
Eramos todos caloiros
Formaram-se alguns grupos
Fiquei muito amiga de um rapaz
Fomos praxados juntos
De joelhos no campo de futebol da universidade
Jurámos qualquer coisa que não recordo
Fomos de mão dada à farmácia
Comprar preservativos
Fazia parte da praxe...
Que vergonha sentimos
E que mais tarde recordámos
E nos rimos imenso da situação
Chamava-se José
Tal como o pai
O que gerou alguns mal entendidos
Quando lhe telefonava...
Foi com ele que fui assistir
Ao meu primeiro (e único) Rally de Portugal
Com ele e outros colegas
Mas só ele era importante
Eramos muito amigos
Lembro-me de ficar com as calças laranja
Daquela terra que há no Jamor
E das queijadas de Sintra
Única coisa que por lá vendiam
E nós cheios de fome
Lembro-me de me consultar
De me pedir conselhos
Quando começou a namorar
Uma bela morena
E de todos me perguntarem se estava bem
Eu estava bem
Eramos amigos
Amigos com um sentimento especial
Mas que sabíamos que ficaria sempre assim
Eu queria estudar
Ele queria “curtir a vida”


PS1: Amanhã continua que isto já vai longo, são 3 partes, portanto 3 dias

PS2: Estou com um problema e não consigo comentar ninguém em casa e, como é óbvio, no trabalho até consigo mas não tenho tempo para vos visitar a todas.Desculpem a minha ausência.

segunda-feira, agosto 28, 2006

AMAMENTAÇÃO

A amorinha ainda mama.
Revelação polémica para muita gente.
Ela já é tão grande!...
Já tem tantos dentes (16)
Mas sempre teve muitos dentes
Será que deveria ter deixado de mamar aos 7 meses?
Quando já tinha 8 dentes?
A verdade é que eu ainda tenho leite
Ela adora mamar
E nunca me magoou
Adoro dar de mamar
Não defendo a amamentação em exclusivo até ser grande
Não defendo que a mãe tem sempre leite
Ainda bem que há substitutos ao leite materno
Mas defendo que se tem pode dar de mamar
Ainda me faz confusão as mães que não dão de mamar para não estragar o peito
Enfim, são escolhas e cada um sabe de si
Dar de mamar sempre foi um prazer para mim
Um momento único
Agora, que ela é “grande”
É um momento em que ainda tenho a ilusão
De ter um bebé nos meus braços
Gosto de sentá-la no meu colo
De ver como ela me olhar a sorrir
Enquanto me tenta levantar a camisola
E pronuncia “Am”
Gosto quando fecha os olhinhos a mamar
E como “pede” para a mudar de lado
Quando aquele em que estava a mamar se esgota
Como se acalma e se aninha no meu colo
Chegando por vezes a adormecer
Gosto desta dependência
E destes momentos nossos
Sem ninguém nos incomodar
Gosto principalmente por já não estar “presa” aos horários das mamadas
Porque desde os 4 meses que come papas
E desde os 5 que come sopa e fruta
E, desde a passada sexta-feira
Que demos mais um passo em frente
A amorinha passou a beber leite à noite no biberão
No início o biberão era saudado com palmadas e empurrões
A amorinha não podia nem vê-lo que chorava e gritava
Preferia ficar a chorar com fome se não lhe dava de mamar
Umas noites de sono perdido
Muita insistência
Ficar sentada no chão ao lado da cama dela
Fazer-lhe festinhas quando chorava
Assegurar-lhe que gosto muito dela
Tanto ou mais que antes
E não é por isso que não tem maminha
Mas porque a mamã acha que chegou a hora de acabar
Não consigo que o biberão entre na boca
Apenas o bico e depois serve de palhinha
10 ml, 20 ml, 30 ml, ...
Devagar devagarinho começou a aceitar outro leite
(Não bebe o leite crescimento da Mimosa, bebe o meio gordo)
A noite passada chegámos aos 50 ml, um record
Mas estou feliz porque está a começar a beber
E já não me olha magoada
E, sim ainda mama à noite antes de dormir
E de manhã se acordar antes de eu sair de casa
Já não a acordo para mamar
E ao almoço se lhe apetecer
E a maioria das vezes já não quer
Está por dias esta ligação tão estreita
Estamos a crescer as duas aos poucos.
Mas estamos felizes
E é isso que importa, não é?

sexta-feira, agosto 25, 2006

BOM FIM DE SEMANA!

A depressão tropical não chegou a ter força para ser tufão
Já desapareceu
Continua a chover ;(
Continua o calor abafado
Aqui chover não refresca
Continuam as trovoadas
Está em força o aviso de trovoada

Último dia de escolinha do Daniel
Não irá mais para a escolinha da abelha
Na próxima sexta-feira nova escola
Está “em pulgas” para ir
E eu fico feliz
A madrinha e a filha vão buscá-lo à escolinha logo
E ele está muito feliz
E depois vão para casa
Vão brincar muito
E depois vamos jantar juntos
E eu ainda tenho lá a rapariga dos Intercensos
Todas as vezes temos de responder...
Espero que seja rápido

A ementa para o jantar já está preparada
Será um queijo mozzarella ao estilo da boca doce
(Post de 9 de Junho)
Mais uns crepes e chamuças fritas
E o nosso presunto que o Daniel tanto adora
Depois uns Lombinhos com limão
Acompanhado deste arroz árabe
E com este Pudim de ananás
Novamente da Boca Doce
(Sugestão da Susana no post de 14 de Julho)

E ainda este belo bolo de banana, noz e passas
(Usei metade das quantidades)
Deixo-vos com água na boca
E os parabéns à Melody
Piscis = Passarinhos!!!
Bom fim de semana!

Adenda 1: Alguém me diz como tiro o "links to this post" que agora me aparece?

quinta-feira, agosto 24, 2006

CHUVA E TUFÃO



Desobri esta imagem aqui e ilustra o tempo que está hoje

Espero que não seja o prenúncio de (mais) um fim de semana molhado...

E, como não me apetece escrever, deixo-vos uma palavra nova que a amorinha aprendeu há dois dias no jardim e que agora não se cala com ela, nem quando a vê num livro, nem quando quer pedir para ir ao jardim.

"Pisci"

E não é tão óbvio como aquilo que parece ;)

Adenda 1 (meio-dia em Macau) foi anunciado que às 12:30 será içado o sinal 1 de tempestade tropical. Vem aí mais um tufão... isto este ano promete...

Adenda 2: Só ficamos em casa com sinal 8 de tufão por isso estou a trabalhar

quarta-feira, agosto 23, 2006

SOZINHA

Quando somos apenas eu e ele, somos o casal.
Quando acontece alguma coisa
Sentimo-nos sempre apoiados
Um apoio mútuo que ajuda a ultrapassar as dificuldades.
Quando o primeiro filho nasce esse apoio continua
Agora repartido com o elemento mais novo da família.
Deixamos de fazer muita coisa a dois e passamos a fazer a três.
E quando acontece algo estamos sempre juntos, sempre os três.
Quando aparece mais um filho as coisas alteram-se.
E não passamos a fazer tudo a quatro
Há coisas que o mais pequeno não pode fazer.
Há novos horários a cumprir: para comer, para dormir...
Há sítios onde o mais velho pode ir, mas não o mais novo...
E passamos a fazer mais coisas a dois.
Mas não a dois enquanto casal
A dois enquanto mãe-filho ou pai-filho.
Por vezes a sensação de que o tempo a quatro não chega
Nas situações urgentes a aflição agora é diferente
Quando o mais velho vai ao médico de urgência
Já não tem a companhia do papá e da mamã
Geralmente tem a companhia do papá
Pois a mamã dá de mamar e fica com o mais pequeno
E dói tanto, a espera, a ansiedade...
Tenta-se diminuir a distância através do telemóvel.
Mas a sensação de não ser boa mãe
De não estar presente quando ele precisa.
Essa está muito presente
E deixa o coração muito apertado
E queremos que este mais pequeno cresça rápido.
Para podermos estar mais tempo juntos, para podermos ir todos...
Às vezes, sinto-me sozinha com a amorinha.
E sinto que o meu boneco precisa mais de mim.
Do meu tempo e da minha atenção...dos meus mimos
Mas por outro lado a amorinha também precisa de mim
É um dilema, uma ansiedade
E a nostalgia de ver a amorinha deixar de ser bebé
É acompanhada da expectativa
De mais programas a quatro
E mais tempo juntos
Os quatro!

terça-feira, agosto 22, 2006

POLIGLOTA

A minha língua é o português.
A língua do papá é o chinês – cantonense.
Em Macau, nas empresas privadas usa-se o inglês.
Na função pública usa-se o chinês e (cada vez menos) o português
São as duas línguas oficiais deste região administrativa especial...
Sempre defendi que um filho nosso
Deveria falar o português e o chinês.

A família do papá não sabe português
O único que fala português é o papá
Restrições económicas fizeram-no frequentar uma escola oficial
Administração portuguesa, escola portuguesa.
E aprendeu português.
Tão bem que não tem nenhum sotaque.
Tão bem que muitas pessoas pensam que um dos pais é português
Tão bem que me surpreende muitas vezes

Nunca se pôs a hipótese de filho nosso não falar chinês
Tal como nunca se pôs a hipótese de não falar português...
Eu falo um pouco de chinês embora a pronúncia não seja a melhor
Em casa falamos português
Devido à minha pronúncia evito falar chinês
O Daniel sabe que quando estamos os dois fala português
Que com o pai, a avó paterna e a tia fala chinês
Que a mamã e as pessoas em Portugal falam português
Que a empregada e na escolinha falam inglês...

Sei que se estivéssemos em Portugal
Seria mais difícil ele aprender chinês.
Aqui precisa do chinês.
Na rua, na escola, em casa com a família do papá.

Desde pequeno que também convive com a língua inglesa.
Os seus primeiros 18 meses de vida foram passados em casa
Com uma empregada filipina que fala inglês

Quando começou a falar misturava as línguas
Havia (há) coisas que só sabia (sabe) numa língua
Com um ano, de férias em Portugal
Ele a pedir “down, down” (para ir para o chão)
E as pessoas a olharem
Não me incomodava nem incomoda
ELe sabe-se explicar
E nós compreendemos o que quer.

Havia quem me dissesse que ele ia ficar baralhado
Que não ia aprender a falar tão depressa
Que não ia falar bem nenhuma das línguas
Começou a falar com 11 meses
Agora olha para as pessoas e “avalia-as”
E sabe que língua falar com cada uma delas.

Também há situações engraçadas, caricatas
De não saber uma determinada palavra na outra língua
E dizer em português na esperança que a outra pessoa perceba.
Acho que o português será a sua língua
Mas isso não impede que tenha aprendido as outras duas.

Agora pergunta-nos muitas vezes como se dizem as coisas
Como se diz em inglês ou em chinês
E acrescentou sozinho mais uma língua
O chinês oficial da China – o mandarim
Que irá aprender na nova escolinha
Por isso ainda bem que a curiosidade já despertou
Passarão a ser 4 línguas
Que as continue a aprender todas
Tão facilmente como até agora!

E com a amorinha as coisas estão a ser iguais.

Adenda 1: A ligação da net aqui em Macau está meio doida e não tenho conseguido comentar alguns de vocês.

segunda-feira, agosto 21, 2006

FIM DE SEMANA

Os fins de semana passam à velocidade da luz
Mal começou e já está a terminar
É essa a sensação com que fico sempre
Passo a semana a dizer aos filhos
No fim de semana...
Vamos ao jardim
Vamos passear
Vamos às compras
Vamos almoçar fora
Vamos...tudo o que eles quiserem
Às vezes até dá para fazer tudo (ou quase)
Outras, resolve chover
Chover torrencialmente
E os passeios ao jardim tão esperados
Não se podem realizar
Resta uma voltinha em sítio coberto
No único centro comercial digno (?) desse nome
Mesmo assim muito mais pequeno que as Amoreiras
E brincar em casa, brincar muito
Que a chuva só ajuda a intensificar a humidade
E o calor continua a ser muito

Fim de semana também de experiências culinárias
Fiz o belo do Bacalhau Al Pipi do amigo Kuka
Considerações de quem não é profissional:
Usar uma caçarola com duas asas
Eu usei só com uma e fiquei cansada
Comigo funcionou melhor com a pele para cima ;)
Acho que ficou melhor as postas médio grossas
As demasiado grossas não sabiam tão bem
(E não rodam tão facilmente)
Gostei, o marido mais ou menos
Achou o sabor original
Servi com umas simples batatas cozidas
E salada que cá em casa todos adoramos saladas
Penso que ficará melhor com vegetais cozidos
O que diz, Mestre Kuka?
A repetir!

Adenda 1: Em Macau há bacalhau salgado como em Portugal e encontra-se com facilidade em alguns supermercados.
Os chineses gostam de bacalhau, o meu marido é que prefere assado.

sexta-feira, agosto 18, 2006

PONTO DA SITUAÇÃO

A amorinha tem tido febre baixa (37)
O pediatra diz que é do "quadro gripal associado ao rebentar do último canino"
Não deu sugestões sobre o que fazer por ela não gostar de leite
Eu estou à espera que ela melhore para acabar o miminho da mama
Acho que está na altura de cortar este último "cordão umbilical"
Quanto ao facto dela ser preguiçosa e não querer mastigar também não deu importância
Diz que aos poucos vai começar a comer de tudo.
Está mais magra (10,980 kg) , baixou de percentil mas isso não me preocupa
Aliás as raparigas não se querem gordas
Para que depois não tenha complexos, nem precise de fazer dietas
Continua a crescer como até aqui: 78 cm, P.50
A cabeça é que já não há percentil para ela: 49 cm
De resto acha que está desenvolvida
E "até se percebe bem" o que ela diz
Continua a detestar ir ao médico
E foi muito complicado ele examiná-la
Uma gritaria que parece que a estavam a "matar".
Vamos observar a evolução da gripe
Vai tomar 1.5 ml de xarope Benylin duas vezes por dia
E muito Marimer no nariz para ajudar a limpar
Se tiver febre Benuron
E eu espero que fique bem rápido.
Assim como todos cá de casa.
Obrigada pelos votos de melhoras.
A empregada chama-se Odette (com dois "t" pois é filipina)
E a temperatura em Macau ronda os 27-34 graus
Não é mais fresco à noite, nem à sombra devido à humidade
O que causa as constipações são as variações de temperatura
Calor insuportável na rua, todos transpirados pois parece sauna
Entrar em restaurantes, serviços públicos, transportes, etc
tudo tem ar condicionado, geralmente bastante frio
Choque de temperatura e constipação
É assim onde trabalho
Em casa também só se vive com ar condicionado
Mas a temperatura está quase sempre nos 25
É para refrescar, não para congelar!
Bom fim de semana!

NOITE...

Amorinha passou a noite a acordar
Está muito entupida.
Quer mamar, não quer mamar
Chora que não consegue respirar
Muito soro fisiológico
E Sterimar para limpar
Fica melhor e descansa
Sempre a reclamar
No quarto ao lado o mano tosse
Grita “Mamã!”
Salto da cama a corer
A pensar que estava mal
Não encontrava a fraldinha de pano
E sem ela não consegue dormir!!!
No meu quarto o papa espirra
E os homens estão logo “a morrer”
Eu quase não consigo falar
Mas não reclamo
Trato a amorinha
A pensar que já agora
As dores dela podiam ser as minhas
Desconfio de um dente 2º molar
Porque ela enfia a mão na boca a choramingar
Mas não me deixa ver…
Logo ao final da tarde temos consulta
A consulta de rotina dos 15 meses
Ironia ou não faz mesmo falta hoje…

quinta-feira, agosto 17, 2006

15 MESES

Corre a casa de uma ponta à outra
Trepa o sofá e fica lá de pé aos saltos
Adora sentar-se nas cadeiras pequenas
Adora correr para mim quando entro em casa e abraçar-me
Adora brincar
Adora ir à rua
Fala, fala muito, muitas coisas perceptíveis, outras nem por isso
Tem 16 dentes!
É muito extrovertida e alegre
Ri-se muito
Ri à gargalhada quando lhe faço cócegas
Faz “a galinha põe o ovo”
Bate palminhas
“Dá-me cinco”
Faz adeus e diz “táu”= tchau
Dá beijinhos no ar e aos bonecos
Dá-me beijinhos quando lhe peço
Ou melhor, encosta a cara à minha e tenta dar beijinhos, ma ri muito
Ri à gargalhada
Manda beijinhos
Faz de “índia” – mão em frente da boca a dizer ah-ah-ah
Esconde os olhos com as mãozinhas e depois espreita entre os dedos
A primeira palavra foi “Oiá”, agora “refinada” para “óooooláa”
A primeira coisa que diz de manhã quando acorda é “menú?”=mano
Procura-o pela casa toda
Diz “hum áh” acompanhado com o gesto de encolher de ombros e mãos vazia voltadas para cima quando não o encontra
Adora-o e “derrete-se” quando ele brinca com ela
Passa o tempo a meter-se com as pessoas na rua
Vamos andando e ela diz “óoooláaa” a todos com que simpatiza
Se não funciona “muda de canal”: “Hi”(deve ser lido ááíí)
Todos os animais são “cão ão ão ão” (e parece mesmo um cachorro a ladrar)
Mas também conhece o “miau”, o “có có có”, o “quá quá quá” e outros
Já disse “piu piu” mas agora não diz.
Gosta de dizer as palavras pela metade
Muitas vezes chama-me “Mããã”
Adora “nagna”= água
Bebe imensa e depois faz “áh!”
Como se fosse a melhor bebida do mundo
Adora tomar banho
É só eu dizer “Banho?” que ela vai para a casa de banho
Os meninos e meninas são “menes”
Quando liga as luzes diz “uau!”
Bate palminhas
Quando consegue ligar alguns dos brinquedos electrónicos
E faz um sorriso de derreter corações
Começa a gostar de bonecas
Mas os preferidos são os carrinhos do mano
Chama “bibó” à minha avó
Aponta para o que quer e diz “dá” muito determinada
Atira-se para o chão quando contrariada
Quando lhe digo “Não” abana a cabeça e finge que chora
Quando lhe pergunto se quer mais sopa abana a cabeça que "não"
Com os seus 16 dentes é muito preguiçosa para comer
Só come coisas passadas e lá vai petiscando da nossa comida
Mas passa o dia a pedir “Áhm”=comida
Faz "Hum" quando gosta da comida
Adora iogurtes líquidos!
Adora mamar
A mamã está a pensar dar o assunto por encerrado
O único problema é que ela não gosta de leite
(Nem a mamã, nem o papá, cá em casa só o mano bebe leite)
Chama a “Dete”(nome da empregada, alguém adivinha? É português)
Mas quando lhe digo adeus choraminga
Quando quer ir à rua vai buscar as sandálias e tenta calçá-las
Aponta tudo e diz “biiii!”=bonito
E está cada dia mais biiii!
E a crescer tão rápido!
Parabéns pelos 15 mesinhos, meu amor!

Adenda 1 (23.35 em Macau): a amorinha está com 38.5 e febre e não vou visitar ninguém. Prevê-se uma noite complicada.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Desafio

Regra: Quando fores etiquetado, tens de escrever seis informações aleatórias sobre ti, depois escolhes seis bloguistas para etiquetar.
Etiquetada pela Mãe Tataruga e depois de muito pensar que escolher apenas seis coisas é muito complicado, aqui vai:

1. Adoro os meus filhos e sou mais feliz desde que eles nasceram!

2. Sou muito teimosa ou persistente, depende do ponto de vista

3. Sou muito amiga dos meus amigos e detesto traições e pessoas falsas

4. Adoro viajar, passear, conhecer novas pessoas, novas culturas e novos lugares

5. Adoro Pastéis de Belém, farturas, figos frescos, caracóis e todas as outras iguarias que não há aqui em Macau

6. Detesto passar correntes, mas enfim, aqui vão as seis etiquetadas:
1. Miduxe
2. Sandra Brema
3. Sandra dos Filhos e Companhia
4. Nita do Nosso Miminho
5. Luísa da Bandoga
6. Nina de Sonhar nas Nuvens

Continua tudo muito constipado, com a agravante de eu hoje me estar a arrastar porque também tive insónias e o papá já se estar a queixar da garganta...